Festa em Viena. As pessoas dançavam música eletrônica para espantar o frio, a luz da boate intoxicava e o rapaz ao meu lado me puxou para dançar. Nossos corpos se moviam em um sincronismo inacreditável, mesmo que eu não estivesse bêbada, era como se fosse, eu não ligava para a hora, para a música, para a coreografia, eu estava na companhia louca daquele francês em terras estrangeiras, tudo que eu queria era aproveitar a noite
.
Já tinha passado das 3h, quando ele me puxou e beijou. Bebi aquela bebida amarga extravagante de seus lábios e senti seu calor invadindo minha alma. Ele me puxou para o banheiro da boate, nessa hora, eu achei que estavámos passando dos limites, quer dizer, dos meus limites...ele estava bêbado e eu não, era terras européias e não era minha terra...Recusei, logo depois entrou uma gang de neonazistas no banheiro, o que seria de mim se eu tivesse aceitado?

Nenhum comentário:
Postar um comentário